20 de junho de 2011 - por: Lucas Calixto

Os Insanos em destaque na Folha de Pernambuco

Matéria confirma a força do Stand Up Comedy em todas as regiões do país

Os insanos continuam em cena

Grupo é um dos precursores do stand up no Nordeste

O stand-up comedy tem se firmado como o mais lucrativo filão decomédia no Brasil. Seja na televisão, onde grandes nomes do gênero têm conquistado sucesso, à internet e aos teatros lotados, esse fenômeno já se consolidou no gosto dos brasileiros. Um dos primeiros grupos a fazer stand-up no Recife, Os Insanos continuam, hoje, às 20h, temporada no Teatro Barreto Júnior.

Por muito tempo, o tipo de humor predominante no País foi firmado nos “tipos”. É o que explica o ator Bruno Romano, do grupo recifense Os Insanos. “O público já estava cansado do humor de personagem, anedotas – ficou cansativo”, acredita. Para ele, o stand-up veio como a renovação que o público desejava, e por isso a ideia foi comprada pelas platéias.

Na stand-up comedy, o comediante encontra-se, geralmente, em pé (daí o nome dado ao gênero), cria muitas situações no improviso (apesar de, também, criar textos), e fala diretamente para (e com) o público. Essa interação, inclusive, é uma de suas características mais marcantes. “Acho que o diálogo com a plateia é um dos grandes motivos do sucesso do stand-up“, afirma o ator. Além de Romano, o grupo é formado por Alyson Vilela e Kedny Silva.

Desde que se apresentaram pela primeira vez, em dezembro de 2009, Os Insanos apostaram sempre na proposta de proporcionar uma opção de entretenimento diferenciada no Recife. De fato, o tipo de humor predominante na cidade sempre foi mais ligado ao teatro de personagem. Na busca por inovação, o grupo já chegou a se apresentar em uma sala de cinema. “Já nos apresentamos em bares, boates, no cinema. Enfim, sempre procuramos espaços que também proporcionassem uma aproximação maior com o público”, conta Romano.

“No Recife, há atualmente três grupos consolidados no gênero”, explica Bruno Romano. “Mas ainda é difícil levar o público com frequência regular para os teatros. Já um integrante do CQC, por exemplo, vem para cá e em um final de semana coloca mil pessoas em uma sala”, completa. O recado do humorista é de que as pessoas conheçam e incentivem mais a produção local. “Toda apresentação é uma coisa diferente – é tudo novo; cada ator escreve seu próprio texto, então o público pode sempre se surpreender”.

Fonte: Folha de Pernambuco